A econômica SAFIEL

Chamou a atenção, quando da composição societária, o fato de a empresa Invasão Fiel S/A, detentora da marca “Safiel” (registrada em seu nome no INPI), possuir apenas R$ 3 mil de capital social.
A promessa de investimento no Corinthians, entretanto, superava R$ 1 bilhão.
Questionados, os sócios alegaram que não fazia sentido aportar mais dinheiro no início da empresa e que o valor prometido não lhes pertenceria, mas seria buscado no mercado.
Ao analisar a documentação da companhia, porém, constatamos que seus proprietários foram ainda mais econômicos.
O aporte efetivo de recursos foi de apenas R$ 300, ficando os demais R$ 2,7 mil prometidos para integralização ao longo de até doze meses.
Ou seja:
R$ 225 por mês.
R$ 75 por sócio.
Consta no contrato social:
“O capital social da Companhia é de R$ 3.000,00 (três mil reais), dividido em 3.000 (três mil) ações ordinárias nominativas, todas da mesma classe e sem valor nominal.”
“As ações foram devidamente subscritas pelos acionistas, sendo R$ 300,00 (trezentos reais) integralizados no ato, em moeda corrente nacional, e o valor remanescente de R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) será integralizado, de forma proporcional pelos acionistas, dentro do prazo de até 12 (doze) meses, em moeda corrente nacional.”
O prazo para integralização se encerra em julho de 2026.


Mas isso é uma prática comercial comum no mundo todo. De fato, não faz sentido aportar 1 Bi numa empresa que não tem certeza da celebração do contrato de SAF. Mas nesse caso, se o negócio for adiante, cabe ao Clube exigir garantias do aporte e se resguardar contratualmente.