Centrão defende cargos a parentes de conselheiros em reunião do Corinthians

Ávidos por cargos, benesses e espertezas diversas desde que, em 2007, ascenderam ao poder ao lado de Andrés Sanchez, os representantes do chamado Centrão do Corinthians mantiveram a coerência em recente reunião sobre a reforma estatutária.

Enquanto alguns conselheiros defendiam a necessidade de extirpar cargos e empregos destinados a parentes de conselheiros, o grupo empenhava-se em sustentar o discurso da chamada “meritocracia”.

Rozallah Santoro foi quem mais se exaltou.

Defendeu a manutenção do irmão, Luiz Felipe Santoro, que embolsa recursos do clube desde a gestão “Renovação e Transparência” — e não apenas dela — alegando que o Corinthians não pode, em razão de parentesco, abrir mão de “profissionais qualificados”.

Como se o mundo, e o mercado de trabalho, girassem em torno dos cerca de 300 conselheiros alvinegros.

A manifestação recebeu o repúdio da maioria, mas também o apoio — em alguns casos explícito, em outros por meio de silêncio conivente — de adeptos dos mesmo interesses, entre eles o sempre esperto Felipe Ezabella.

Ezabella foi procurador do jogador Elias, ex-atleta do clube, fato que resultou na entrada de R$ 500 mil em conta-corrente por ele controlada.

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