O mundo é do PSG!

Após empate em 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação, o PSG venceu o Flamengo por 2 a 1 nas penalidades – com Safonov como herói, defendendo quatro cobranças, e sagrou-se Campeão Mundial de Clubes.

Foi justo.

O Flamengo fez o que pôde dentro de seus limites, mas não conseguiu superar um adversário tecnicamente superior e ainda sofreu com uma atuação desastrosa do goleiro Rossi.

Os franceses iniciaram a partida sem dar a menor chance aos brasileiros, que, nervosos, erravam lances simples e não conseguiam marcar o adversário.

Logo aos 2 minutos, Vitinha tentou encobrir Rossi, mal posicionado, que conseguiu se recuperar.

Aos 3, João Neves finalizou de primeira, à direita da meta.

Três minutos depois, Kang-In Lee fez boa jogada, mas bateu nas mãos do goleiro.

Aos 8, Rossi protagonizou uma lambança ao tentar evitar o escanteio e chutar a bola para dentro do campo, deixando-a nos pés de Fabián Ruiz, que chegou a abrir o placar.

Por sorte do Flamengo, a bola havia saído antes do toque do goleiro rubro-negro.

Somente aos 16 o Flamengo conseguiu construir uma jogada ofensiva, com Safonov defendendo a finalização de Pulgar.

Aos poucos, o PSG, mesmo mantendo o domínio, reduziu o ritmo da partida, como se poupasse energias para a segunda etapa.

Ainda assim, aos 37, Doué bateu cruzado pela direita e Rossi, ao tentar cortar a bola, falhou, facilitando para Kvaratskhelia marcar o primeiro gol válido do jogo.

No desespero, o Flamengo tentou reagir, mas conseguiu apenas uma finalização, aos 41, com Pulgar completando cruzamento de Arrascaeta.

O segundo tempo começou na mesma toada, com os franceses dominando a partida.

Aos 5 minutos, João Neves arriscou de fora da área, mas Rossi defendeu.

Carrascal saiu aos 55, para a entrada de Pedro.

Quando tudo parecia perdido, aos 58, Marquinhos derrubou Arrascaeta dentro da área, e o VAR confirmou a penalidade no minuto seguinte.

Jorginho, aos 61, com extrema categoria, empatou a partida.

Renascido, o Flamengo melhorou, mas seguia sofrendo com a superioridade técnica do PSG.

Aos 72, João Neves bateu cruzado, e Léo Ortiz salvou em cima da linha.

No minuto seguinte, entraram De la Cruz, Cebolinha e Saúl Ñíguez nos lugares de Arrascaeta, Pulgar e Jorginho.

Doué, aos 77, fez grande jogada, mas finalizou fraco.

Logo depois, deu lugar a Dembélé.

Aos 84, em contra-ataque, Plata ganhou na corrida e serviu Pedro, mas a bola bateu em Marquinhos e saiu para escanteio.

Pouco depois, Plata recebeu na entrada da área e chutou por cima da meta.

Bruno Henrique repetiu o erro aos 88.

O Flamengo, na raça, aproveitava-se dos espaços deixados pelo PSG no ataque e, nos contragolpes, tentava evitar a prorrogação.

Luiz Araújo entrou na vaga de Bruno Henrique aos 91.

No último lance do tempo normal, aos 95, Rossi, em mais um erro grave, falhou na saída de bola, que sobrou para Dembélé deixar Marquinhos na cara do gol, sem goleiro; para sorte do Flamengo, o zagueiro furou.


Prorrogação

A primeira etapa da prorrogação foi equilibrada, com o Flamengo apresentando desempenho superior nesses quinze minutos em relação aos 90 anteriores, embora sem criar chances claras de gol.

O PSG teve a única oportunidade evidente aos 104, quando João Neves finalizou em cima de Rossi.

Mais uma vez, o goleiro rubro-negro causava calafrios a cada tentativa de saída de bola.

Os franceses partiram para cima no segundo tempo da prorrogação.

Aos 106, Ndjantou bateu com perigo, à direita de Rossi.

Na sequência, Samuel Lino entrou no lugar de Plata.

Valente, o Flamengo quase marcou com Luiz Araújo aos 109, mas a bola passou por cima da meta.

Dembélé arriscou da meia direita aos 114, com perigo, e, aos 115, dentro da área, pegou embaixo da bola.

Pressão total do PSG.

Aos 116, Barcola bateu cruzado, com enorme perigo, à esquerda de Rossi.

Nuno Mendes finalizou forte aos 118, mas Rossi espalmou para escanteio.

O empate, porém, prevaleceu.


Pênaltis

De la Cruz bateu em um canto, Safonov foi para o outro: 1 a 0 Flamengo.

Vitinha empatou no mesmo estilo: 1 a 1.

Saúl cobrou, e Safonov defendeu no canto direito.

Dembélé deu esperança ao Flamengo ao chutar por cima do travessão.

Porém, Pedro bateu mal, e Safonov defendeu.

Nuno Mendes desempatou na cobrança seguinte.

Léo Pereira chutou no meio do gol, e Safonov quase não precisou se mexer para defender.

Rossi ainda pegou a cobrança de Barcola.

Mas Luiz Araújo também sucumbiu à quarta defesa de Safonov, que selou o título francês.


O PSG confirmou o favoritismo.

Ao Flamengo, fica a sensação de ter deixado escapar uma conquista relevante no único momento em que jogou de igual para igual com o adversário: nas cobranças de pênaltis.

Não apaga o ano excepcional, marcado por diversos títulos, mas permanece a frustração de ter chegado muito perto de uma conquista histórica.

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