Cruzeiro mereceu ser prejudicado por Gabigol

Ninguém minimamente sério — salvo por razões inconfessáveis — seria capaz de contratar o problema Gabigol, por motivos amplamente conhecidos, pagando-lhe salário em padrão europeu.
O Cruzeiro contratou.
Ontem, pagou mais uma parcela dessa irresponsabilidade.
Gabigol cobrou a penalidade decisiva contra o Corinthians com o mesmo “profissionalismo” que tem marcado sua passagem pela Toca da Raposa.
Não por acaso, foi retirado do banco de reservas apenas para executar o lance que, acreditava-se, ainda seria capaz de fazer bem.
O treinador não mediu a consequência óbvia.
Mimado, antiprofissional e com o caráter frequentemente colocado em dúvida, talvez o atleta — além de despreparado técnica, psicológica e fisicamente para o momento — não estivesse sequer motivado a conceder a vitória a quem, corretamente, lhe retirou o protagonismo.
A melhor solução é negociá-lo a toque de caixa.
Talvez para o Santos, que, gerido por um irresponsável, já acena com a possibilidade de também cometer essa besteira.
