Destombamento do gramado do Juventus precisa ser investigado

O Conpresp voltou a demonstrar por que é visto, há anos, como um órgão facilmente capturado por pressões políticas e interesses privados.

Mesmo com o Estádio da Rua Javari tombado — e com a exigência expressa de manter “volumetria, dimensões e tipo de forração vegetal” — o conselho aprovou, sem resistência, a troca da grama natural por sintética, medida extremamente conveniente à SAF recém-instalada na agremiação.

Forças ocultas?

A decisão se torna ainda mais escandalosa quando se recorda que o Juventus desviou R$ 2,3 milhões repassados pela prefeitura em 2022 — verba destinada a obras obrigatórias após o tombamento.

Em vez de manutenção, o dinheiro virou pagamento de dirigentes.

As reformas não ocorreram, e o clube ainda acumulou dívida de R$ 5,3 milhões, com boletim de ocorrência registrado e inquérito instaurado.

Apesar desse histórico de irregularidades, de descumprimento do próprio ato de tombamento e de um ambiente financeiro caótico, o Conpresp não só chancelou a mudança, como abriu caminho para “modernizações” que, na prática, facilitam o plano futuro da SAF — hoje travado por dívidas, falta de obras e uma outorga onerosa de quase R$ 20 milhões.

Urge investigação.

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