Cristiano Ronaldo fora de campo

Cristiano Ronaldo, há alguns anos, apesar de multimilionário, aceitou jogar na Arábia Saudita para ajudar a melhorar a imagem pública do assassino Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro do país.

Ontem, como parte das obrigações previstas em contrato, participou de um jantar em homenagem ao déspota — evento promovido pelo não menos deplorável Donald Trump.

Não precisava.

Com o dinheiro conquistado, justamente, ao longo de uma carreira brilhante, Cristiano poderia ter a mesma vida que leva hoje: frequentar os mesmos restaurantes, comprar os mesmos carros, usufruir dos mesmos luxos.

Sucumbiu à ganância de acumular ainda mais.

Do outro lado do cofre, ficaram a moralidade e o exemplo que, como ídolo, teria a obrigação de oferecer aos seus fãs.

Uma pena.

Anos atrás, CR7 sequer podia pisar nos EUA, acusado que foi de estupro — caso encerrado mediante uma generosa indenização financeira à mulher que se apresentou como vítima.

A imprensa, focada na idolatria do atleta, raramente lembra do episódio.

Para Trump, que conviveu com Epstein, não se trata de tema capaz de impedir reuniões — ou até mesmo amizade.

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