Ramon Diaz escolheu não evoluir como cidadão

Em 2024, então treinador do Vasco da Gama, Ramón Díaz declarou:
“Na última partida, em casa, uma senhora, uma mulher, interpretou um pênalti de outra maneira. O futebol é diferente. Principalmente que o VAR seja decidido por uma mulher.”
A fala, evidentemente preconceituosa, gerou críticas à época.
Díaz tentou recuar, alegando ter sido mal interpretado.
Ontem, porém — quase dois anos depois —, em entrevista coletiva já como técnico do Internacional, o argentino voltou a expor o mesmo pensamento, desta vez de maneira ainda mais explícita:
“Não pode ser que, em um clube tão importante, aconteça isso que aconteceu hoje. Porque foi incrível. O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens.”
Não é.
Triste constatar que Ramón Díaz, com recursos, experiência internacional e convivência em ambientes diversos, tenha escolhido manter intactos preconceitos que remontam à sua formação — em vez de superá-los.
