Contas do estádio do Corinthians seguem administradas por empresa ligada ao PCC

Desde junho, o MPF investiga a REAG, gestora do Arena Fundo FII, responsável pela contabilidade da Arena do Corinthians, apontada como possível parceira de lavagem de dinheiro do PCC.
Não se trata, porém, de episódio isolado.
Em 2016, a REAG já havia surgido no âmbito da Operação Greenfield, da Polícia Federal, como gestora envolvida em estruturas analisadas no inquérito sobre fundos de pensão (Funcef, Petros, entre outros).
Quatro anos depois, em 2020, endereços ligados à empresa foram alvos de busca da Operação Fardos, que apurava lavagem de dinheiro através do mercado financeiro.
Ou seja, havia informações mais do que suficientes para impedir a parceria com o Corinthians, firmada na gestão Duílio “do Bingo”, por iniciativa do irmão, Adriano Monteiro Alves, com a complacência dos órgãos do clube.
A mesma responsabilidade recai agora sobre Augusto Melo e Osmar Stabile.
Se desde há quatro meses a REAG está exposta como possível elo com o crime organizado, por que o atual presidente não rompeu o contrato?
A ‘parceira’ nunca publicou os balanços anuais do fundo (já são dois, rumo ao terceiro), além de manter como auditoria uma empresa ligada a um de seus próprios diretores.
Razões mais que suficientes para o distrato imediato.
O Corinthians flerta novamente com o ilícito — por iniciativa da presidência e com o silêncio cúmplice de conselheiros.

