Hospital tentou proteger identidade de Andres Sanchez

O MP-SP juntou ao processo que tornou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, réu por crimes diversos praticados contra o clube, a comprovação de que o cartola pagou atendimento no Hospital Albert Einstein com cartão corporativo da agremiação.
Valor: R$ 5.311,64.
Sanchez foi submetido, em 2018, a um PET-RM de corpo inteiro, exame de imagem avançado que combina duas tecnologias: o PET, capaz de identificar alterações no metabolismo das células, e a ressonância magnética, que fornece imagens detalhadas de órgãos e tecidos.
Essa integração permite visualizar, simultaneamente, áreas de atividade anormal no organismo e sua conformação estrutural, garantindo maior precisão diagnóstica.
Muito utilizado na oncologia, o exame auxilia na detecção de tumores, metástases e inflamações, com sensibilidade superior a métodos convencionais.
Além disso, expõe o paciente a menos radiação do que o PET-CT tradicional e oferece melhor avaliação de regiões como cérebro, fígado e pelve.
É indicado tanto para investigação quanto para acompanhamento terapêutico.
Meses atrás, o hospital havia negado ao MP-SP que Sanchez fora atendido, bem como a existência de Nota Fiscal em seu nome.
Errou ou mentiu?
Somente após ser compelido judicialmente a informar quem era o paciente — até então, acreditava-se tratar-se de terceiro com despesas pagas pelo caixa alvinegro — é que o Einstein “localizou” a documentação.

