Por que Stabile não quer Fabinho Soldado investigado no CORI do Corinthians?

O CORI do Corinthians convocou Fabinho Soldado, executivo de futebol do clube, para prestar esclarecimentos sobre seu trabalho e também sobre algumas nebulosidades que precisam ser devidamente explicadas.

Não são poucas — e boa parte delas já foi revelada pelo Blog do Paulinho: esquemas de uniformes, hotelaria, deslocamentos, entre outros.

Estranhamente, o presidente Osmar Stabile se opôs à convocação.

Informações indicam que o mandatário teria orientado Soldado a não comparecer.

Stabile quer que o CORI envie as perguntas por escrito, para que o executivo responda da mesma forma — ambas sob intermediação da presidência.

É, no mínimo, esquisita — para não dizer suspeita — a devoção de Osmar por Fabinho, a quem, antes das eleições, prometeu demitir sumariamente — inclusive a este jornalista —, chegando a se indispor com aliados apenas para não indicar um diretor de futebol.

O CORI deixará barato?

Confrontar um funcionário presencialmente, com possibilidade de ajustar perguntas conforme as respostas, é infinitamente mais eficaz do que aguardar declarações redigidas, talvez, por terceiros.

Impedir que conselheiros investiguem livremente assuntos relevantes — como este — pode, em caso de indícios de acobertamento de ilegalidades, configurar motivo para processo de impeachment.

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