Palmeiras desrespeitou Edu Manga

Morreu Edu Manga, aos 58 anos, jogador revelado nas categorias de base do Palmeiras, que defendeu também a Seleção Brasileira e foi eleito, em 1997/1998, o melhor jogador estrangeiro atuando na Espanha — ainda que vestindo a camisa do modesto Real Valladolid.
Era um craque.
Teve menos repercussão do que merecia porque atuou num Palmeiras combalido por sucessivas administrações amadoras e enfrentou enorme concorrência nas convocações para a equipe nacional.
Fosse hoje, no auge, teria futebol para ser titular.
Apesar disso, o Palmeiras não o respeitou.
Abaixo, o relato do jornalista Mauro Beting, que prestou-lhe as devidas homenagens:
“Só para lembrar a quem acha que o Palestra Itália foi fundado há 10 anos: quem vestiu por 10 vezes a camisa da Seleção — e usando a 10 quando estreou, com 20 anos — partiu ontem, será sepultado hoje, e, até as 15h31, nenhum representante do clube esteve presente para lembrar quem jogou 188 partidas, de 1985 a 1989.”
“Não é a primeira vez, nos últimos tempos, que não se dá bola a quem faz história em todos os tempos.”
“A vida de aposentado não é mesmo fácil neste país que desrespeita quem tem história.”
Talvez, se fosse um ídolo do Vasco da Gama — clube de coração da presidente — o tratamento tivesse sido diferente.
Na memória afetiva de Leila Pereira, Edu Manga — se é que ela um dia ouviu falar dele — nunca existiu.
Ainda assim, era obrigação do Palmeiras ter participado, quando não organizado, as homenagens a quem honrou o manto alviverde em tantas oportunidades.
