Presidente do Corinthians em rota de colisão com Tuma Junior

Não durou muito a harmonia entre a gestão Stabile e a presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians.
Durante as eleições, Osmar fez mais promessas do que seria possível cumprir.
E se complicou.
Tuma Junior, a quem obedecia caninamente durante o período interino, vem sendo contrariado na distribuição de cargos.
A maior desavença está no departamento de futebol.
O poder permaneceu com Armando Mendonça — pela necessidade de agradar o “Centrão” —, e a demissão de Fabinho Soldado não ocorreu.
Haverá consequências.
Paulo Garcia, por sua vez, é o único apoiador plenamente satisfeito.
Além de ter suas “sugestões” acolhidas, conseguiu preservar os interesses do irmão, Fernando, que mantém atletas em todos os elencos do Corinthians — profissional, base e feminino.
O rompimento entre a presidência da diretoria e a do Conselho, apesar das tentativas de manter as aparências, deverá ser notado publicamente em breve.
Nos bastidores, não há dúvida.
Há, no entanto, uma convergência política da qual nenhum deles quer se afastar: o acordo de proteção aos ex-presidentes do clube, de olho na futura absorção de seus currais eleitorais.
Desde já, Tuma articula candidatura própria.
Em conversas recentes com interlocutores do blog, o cartola deixou claro que não apoiará a permanência de Stabile em 2026.
