Além do bolso dos Garcias: a conta não fecha na venda de Pedro ao Zenit

Em junho de 2023, o Corinthians vendeu 50% do atacante Pedro ao Zenit, embolsando, transformando Euros em moeda nacional, R$ 47,5 milhões.
100%, portanto, corresponderiam a R$ 95 milhões.
Em agosto de 2024, na surdina, Augusto Melo vendeu 30% que ainda pertenciam ao Timão para os mesmos compradores, sem, porém, divulgar a operação e os valores envolvidos.
Tomando como base o preço inicial, o Timão não recebeu, nesta nova operação, menos do que R$ 28,5 milhões.
Em nota, Melo declarou que parte do valor serviu para quitar a dívida do clube com o agente Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga.
Quanto era essa pendência?
Segundo balanço do Corinthians, divulgado no início do ano, os Garcias eram credores de R$ 10,9 milhões.
Na virada de 2024, o valor zerou.
Confirma-se, portanto, a quitação da dívida, mas também o fato de Fernando ter sido o único agente a receber o que lhe era devido, à vista, enquanto os demais foram empurrados para o parcelamento da RCE.
Óbvio privilégio, por razões políticas, mas também, provavelmente, comerciais – levando-se em consideração a fama de generosidade dos empresários com os cartolas que lhes facilitam a vida.
Mas a conta não fecha.
Se os Garcias embolsaram R$ 10,9 milhões, onde foram parar os R$ 17,6 milhões restantes (amparados no cálculo descrito na matéria)?
O Corinthians tem obrigação de descobrir.
Balanço do Corinthians que dá quitação à pendência do clube com os Garcias

