O fracasso do Centrão nas eleições do Corinthians

As eleições do Corinthians comprovaram que o Centrão segue dependente de coligações com grupos dominantes de Parque São Jorge para permanecer no poder alvinegro.
Quando atua sozinho, o resultado é um fracasso.
Isso já se evidenciou em pleitos presidenciais anteriores e repetiu-se agora, quando estavam em disputa, além do comando da diretoria, a vice-presidência do Conselho e a chefia da Comissão de Ética.
Rodrigo Bittar, mesmo contando com parte do grupo na situação – com a máquina do poder à disposição, conseguiu a proeza de terminar em último lugar.
Com apenas 64 votos, ficou atrás dos 75 de Peterson Ruan — o tresloucado que invadiu a sala da presidência e hoje movimenta a Justiça em defesa de Augusto Melo — e dos 114 de Leonardo Pantaleão (inflados pelo acordo de “passar pano” para os deslizes da Renovação e Transparência).
Houve ainda quatro votos em branco e dois nulos.
Nas próximas eleições, previstas para novembro de 2026, o Centrão — que reúne membros das chapas 82 e 83 — terá de escolher entre arriscar-se, correndo o risco de novo fracasso, ou permanecer no conforto do parasitismo.
