Citadini é o único candidato independente no Corinthians

À noite, teremos eleições para a presidência do Corinthians — mandato tampão de um ano e quatro meses.

Três são os candidatos.

Um deles, piada de mau gosto, é André Castro, que de tão alucinado tropeçou no próprio nariz ainda na largada.

É carta fora do baralho.

Restam Osmar Stabile e Roque Citadini.

O atual mandatário é refém de grupos políticos que, nitidamente, ditam os rumos de sua gestão.

Não terá coragem — como não teve até o momento — de realizar as mudanças necessárias na administração do Corinthians, principalmente os cortes de gastos e privilégios que beneficiam grande parte de seus apoiadores.

Citadini é o único postulante independente — em todos os sentidos.

Aposentado com grande salário após mais de três décadas de trabalho no TCE-SP — que presidiu em sete oportunidades —, o cartola não circulou pelas gestões que levaram o Corinthians à atual situação.

Pelo contrário: opôs-se à Renovação e Transparência e também à eleição de Augusto Melo, num período em que a mídia, a torcida e grande parte da opinião pública os homenageava publicamente.

Stabile era vice do grupo recém-afastado sob acusações nada gloriosas.

Castro, por sua vez, atuou nas categorias de base de Duílio “do Bingo”.

Atacado covardemente com insultos etaristas — apesar de ter apenas três anos a mais do que o principal adversário —, Citadini demonstra a lucidez de quem protagonizou, há pouco, a histórica Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito – com um milhão de assinaturas.

Além disso, possui o prestígio necessário para trazer ao clube colaboradores desvinculados dos grupos que há anos sugam o poder em Parque São Jorge.

É o único nome, neste momento, entre as opções possíveis, capaz de mudar radicalmente — e para melhor — os rumos do Corinthians nos próximos anos.

Os cortes de gastos e privilégios prometidos — viáveis justamente por sua independência — servirão de alicerce para alavancar o Timão ao posto de potência mundial do futebol.

Funcionou no Palmeiras, com o independente Paulo Nobre, no Flamengo, com Bandeira de Mello — ambos ousaram contrariar interesses em seus clubes — e, se houver consciência e amor ao clube por parte dos 299 conselheiros aptos a votar, funcionará também no Corinthians.

Seja qual for o vencedor do pleito, terá a gestão fiscalizada, jornalisticamente, pelo o Blog do Paulinho.

Mas, por honestidade com o leitor, este Editorial deixa claro a quem consideramos, neste momento, a única possibilidade real de o Corinthians enfrentar seus problemas de maneira adequada.

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1 Comentário

  1. Citadini ainda acha que o ingresso é no papel, falou que apoiou Andre na disputa contra o Augusto Melo, ele é independente mas tá aliad com turma da RT..

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