Diretor financeiro e conselheiros do Corinthians são investigados por corrupção

Ontem, Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso sob a acusação de comandar um esquema de corrupção que beneficiava não apenas a sua empresa, mas também diversas varejistas.

R$ 1 bilhão teria circulado por CNPJ de fachada administrado por um Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda Estadual.

Os crimes supostamente cometidos seriam os de corrupção ativa, associação criminosa e fraude fiscal.

Entre as investigadas está a Kalunga.


Confira, em matéria de O Globo:

Além de Ultrafarma e Fast Shop, MP investiga se OXXO e Kalunga se beneficiaram de esquema criminoso


O leitor do Blog do Paulinho, que já teve acesso a movimentações financeiras recentes do grupo — incluindo o fechamento de lojas importantes e a má performance do portal de internet — não se surpreende.

O que causa estranheza é o investimento realizado pela empresa na criação de um canal de esportes, que estreará no próximo sábado, em parceria com a ESPN.

Talvez as investigações indiquem os caminhos desse financiamento.

Os principais diretores da Kalunga são:

  • Paulo Garcia, presidente do Conselho de Administração;

  • Emerson Piovesan, vice-presidente do Conselho de Administração e coordenador do Comitê de Auditoria;

  • José Roberto Menezes Garcia, CEO.

Todos são conselheiros vitalícios do Corinthians.

Piovesan — que se revezou com Garcia na presidência do Conselho de Administração da Kalunga — ocupa a diretoria financeira do clube.

É uma espécie de “laranja”, tanto na empresa quanto no Timão.

O verdadeiro diretor de finanças é o esperto Rozallah Santoro, que, mesmo sem cargo oficial, representou o alvinegro, anteontem, na CBF.

Paulo Garcia manda em Piovesan e exerce fortíssima influência sobre Osmar Stabile, presidente do Corinthians.

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