Após frustração na CBF, Leila Pereira manobra por mais três anos no Palmeiras

Antes de Ednaldo Rodrigues cair em desgraça, havia um pré-acordo — com termos e custos desconhecidos — para que o cartola apoiasse Leila Pereira como sua sucessora.
Não por acaso, o assunto da mudança estatutária permanecia morno no Palmeiras.
Agora, não mais.
Com o sonho de comandar a Casa Bandida momentaneamente distante, Leila decidiu permanecer na presidência do clube até o final de 2030.
Reeleita até 2027, a cartola estaria impedida de concorrer novamente.
Diante desse contexto, a presidente do Palmeiras passou a trabalhar, em ritmo acelerado, por uma reforma no Estatuto, que incluiria a ampliação para duas possibilidades de reeleição.
Evidentemente, não para benefício de terceiros.
Trata-se de mais um atentado ao Verdão, protagonizado por quem detém recursos financeiros capazes de convencer eventuais opositores.
O primeiro episódio ocorreu com o testemunho fajuto de Mustafá Contursi, que facilitou o caminho de Leila à presidência; o segundo, com a extensão, em 2018, do período de mandato de dois para três anos, já prevendo que a dona da Crefisa seria, em breve, candidata.
