Leila Pereira joga por Gilmar Mendes; Corinthians e Flamengo pelos próprios umbigos

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, recusou-se a assinar o memorando que representaria o pontapé inicial para a unificação das Ligas e a consequente tomada, pelos clubes, da administração dos campeonatos nacionais.

Antes dela, Corinthians e Flamengo também haviam se posicionado contra.

Esses são os principais entraves para que o futebol brasileiro se liberte dos domínios da CBF e tenha a oportunidade de ser gerido por quem, de fato, o protagoniza.

Quais as razões dos gols contra?

Corinthians e Flamengo discordam da negociação coletiva de direitos de TV, placas de publicidade etc.

Em síntese, querem receber mais do que os demais.

No caso de Leila, a questão é política e judicial.

O ministro do STF Gilmar Mendes, que exerce forte influência sobre o presidente da “Casa Bandida”, mantém sob sua relatoria ações delicadas envolvendo a Crefisa e a FAM — empresas das quais a presidente do Verdão é gestora.

Não por acaso, a cartola abandonou Ednaldo Rodrigues para aderir a Samir Xaud e, agora, mesmo em prejuízo ao Palmeiras — que poderia lucrar mais com a negociação coletiva — e ao futebol nacional, vê-se obrigada a seguir os desejos do magistrado.

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