Memphis Depay e a grandeza do Corinthians afrontada

Sem qualquer justificativa, Memphis Depay — jogador de prateleira média, se tanto, do futebol mundial — faltou ao treinamento do Corinthians às vésperas de um compromisso pelo Brasileirão.
A fraca diretoria alvinegra não tem respostas.
O presidente Osmar Stabile questionou o executivo de futebol, Fabinho Soldado, que também não soube explicar.
Urge uma tomada de posição à altura da grandeza do clube.
Ambos precisam ser demitidos.
A ausência de coragem de Stabile — que governa(?) sob orientação de terceiros e se “borra” diante das redes sociais — o impediu de dispensar Soldado, que, como todos sabem, é leal ao mandatário anterior.
Isso inclui, por óbvio, o comportamento “comercial” de Augusto Melo.
O ex-scout do Flamengo tem fama de bom executivo — que jamais foi — construída artificialmente por influenciadores ligados à gestão indiciada, com o auxílio de uma imprensa que não checa fatos.
Na realidade, é parceiro de atletas e seus agentes — não do clube.
Quanto a Depay, seu contrato extorsivo e repleto de regalias, assinado por Augusto Melo, Vinicius Cascone e Pedro Silveira, com o aval silencioso do investigado Marcos Boccatto, do Água Santa, é uma afronta ao Corinthians.
Os R$ 6 milhões mensais que embolsa, em média, poderiam ser utilizados para manter no elenco nove jogadores de ótimo nível (três recebendo R$ 1 milhão mensal e seis, R$ 500 mil).
Romper esse acordo é fundamental, por diversos fatores.
É financeiramente incompatível com a situação do clube, lesivo à imagem institucional, ineficiente esportivamente e, pessoalmente, afrontoso, diante dos comportamentos recentes do atleta.

Memphis frequenta a casa — e vice-versa — de Pedro Silveira, diretor que acobertou falcatruas de Augusto Melo durante a gestão, e a eles é alinhado, provavelmente sob promessas ainda piores do que as formalizadas em documentos.

É parceiro também de Buzeira – aproximados que foram pela cúpula marginal do Timão, apontado em relatório da polícia de São Paulo como parceiro de cartolas em lavagem de dinheiro do PCC, incluindo a quantia furtada de Parque São Jorge.
O presidente indiciado colocou o Corinthians de joelhos diante de um atleta que não tinha mercado relevante na Europa; o atual não tem coragem de erguer o clube e colocar o desrespeitoso em seu devido lugar.

