Mais um Mundial sem brilho do Palmeiras

O Palmeiras perdeu, pela quarta vez, a chance de conquistar um título Mundial — o primeiro de sua gloriosa história.
É a terceira oportunidade sob o comando de Abel Ferreira.
Em nenhuma delas o clube jogou bem.
É para se pensar.
Nesta Copa do Mundo, o Verdão sofreu para empatar com o fraco Porto, venceu o ainda pior Al-Ahly e empatou, na bacia das almas, com o time Sub-40 do Inter Miami.
O único desempenho razoável foi contra o Botafogo, nas oitavas de final.
Ontem, contra o Chelsea, levou um verdadeiro baile na primeira etapa, melhorando um pouco na segunda — sem, no entanto, ser superior ao adversário.
Algo precisa mudar em Palestra Itália.
Nunca, em momento algum — inclusive nas vitórias —, o Palmeiras de Abel fez jus à imortalidade dos magníficos esquadrões tratados como Academia.
O dinheiro investido — que não é pouco — ajudou a superar adversários no Brasil e nas Américas, que, sem o mesmo poder aquisitivo, eram dominados, embora nem sempre, pelo rodízio de jogadores medianos comandado pelo português.
Por sorte — e competência do trabalho de base —, vez por outra surgiam Endrick e Estevão como coelhos da cartola de um mágico de poucos truques.
Não é suficiente para o desejo do torcedor palmeirense.
Vencer um Mundial, principalmente agora em formato de Copa, requer melhor futebol, ousadia e aplicação tática.
Com Abel, apenas o último quesito é atingido.
Se três más jornadas em torneios da FIFA não são suficientes para que Leila Pereira enxergue o que está diante dos olhos, o Palmeiras seguirá refém de um continuísmo caro — e de pouco brilho.
