Obsessão pelo Mundial leva Palmeiras a novo vexame

Ontem, a FIFA publicou uma espécie de “guia” da Copa do Mundo de Clubes, no qual tratava as Copas Rio de 1951 e 1952 como “Copa Inter-Confederações” — no sentido de que os torneios envolveram clubes de diferentes confederações.
Não havia qualquer alusão que sugerisse que a conquista desses campeonatos tornaria seus vencedores “campeões mundiais”.
No mesmo guia, aparece o Wydad Casablanca, do Marrocos, em razão do título no Campeonato Afro-Asiático de Clubes de 1993 — também classificado como “Inter-Confederações”.
Era óbvio.
Porém, contaminada pela obsessão palmeirense de reivindicar uma conquista mundial que nunca existiu — patologia que apenas minimiza a inegável importância da Copa Rio como competição interclubes entre convidados relevantes do futebol (não necessariamente os melhores) — e expõe a agremiação ao ridículo diante dos adversários, Leila Pereira, presidente alviverde, não se conteve.
Pouco após a publicação da FIFA, a cartola postou no Instagram uma foto ao lado da Taça Rio com a legenda: “Palmeiras, o Primeiro Campeão Mundial”.
Não bastasse a vergonha da estrela vermelha no peito, agora mais essa.
Ao perceber a repercussão equivocada causada por sua postagem, a FIFA tratou de retirá-la do ar logo em seguida.

