Gestora do estádio de Itaquera quer comprar o Juventus

Ontem, em reunião do Conselho Deliberativo, o Juventus, da Mooca, apresentou três propostas de possíveis compradores do departamento de futebol do clube — que seria transformado em SAF.

A principal delas partiu da REAG Investimentos, que administra, entre diversas contas, a do Arena Fundo, gestora do estádio do Corinthians.

Um dos proprietários da empresa é assessor de Leila Pereira no Palmeiras.

Em parceria com a P&P Sport Management — empresa de agenciamento de jogadores, que ficaria responsável pela operação do projeto —, a promessa é de um investimento de R$ 500 milhões, incluindo a reforma da Rua Javari, que passaria dos atuais quatro mil lugares para quinze mil.

Os outros dois concorrentes são: a Almaviva — ligada a Luis Paulo Rosenberg, ex-diretor de marketing do Corinthians —, em sua segunda tentativa de adquirir o Juventus (a primeira, de apenas R$ 13 milhões, foi rejeitada pelo Conselho); e a Total Player, outra agenciadora de atletas, que tem como um dos proprietários o ex-jogador Jamelli.

Seja qual for o resultado do leilão, caso haja um vencedor, pelo perfil dos compradores, é pouco provável que a história e a tradição do Juventus sejam respeitadas.

O objetivo parece ser o mesmo de outras SAFs predatórias — como ocorreu recentemente no Cruzeiro: lucrar o máximo possível e abandonar a “terra” quando ela estiver arrasada.

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