Blog do Paulinho é ameaçado por denunciar ‘banco’ de assessor do presidente do Corinthians

No dia 1º de abril, o Blog do Paulinho revelou a existência do Solution Bank, banco fajuto constituído sete meses antes em nome de Roberto William Miguel, vulgo “Libanês”, assessor da presidência na gestão Augusto Melo, em sociedade com a advogada Nádia Dorr Estolaski.


A matéria, amplamente documentada, pode ser relembrada no link abaixo:

https://blogdopaulinho.com.br/2025/04/01/solution-bank-novo-escandalo-circula-a-presidencia-do-corinthians/


Haveria participação, também, do cabo PM Alexssander Samuel Ribeiro Diaz.

Desconfia-se que o “banco”, entre outros golpes, poderia estar operando dinheiro do Corinthians ou de falcatruas ligadas ao clube.

Recentemente, um inquérito policial indiciou cartolas alvinegros, entre os quais Augusto Melo, por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado.

O Solution Bank também é investigado pela polícia.

Hoje, às 11h49, o Blog do Paulinho foi ameaçado, com aparente tentativa de chantagem, por bandido ligado a essa gente — se é que não foram os próprios.

O covarde (ou a covarde) não se identificou.

A linha de WhatsApp utilizada foi a (15) 99762-0106, CPF: 396.xxx.xxx-03, registrada em nome da diarista/faxineira Débora Alves de Lima, nascida em 04/03/1991 (34 anos), de Tatuí/SP, dona do CNPJ 60.045.542/0001-02, constituído há apenas dois meses (em 24 de março de 2025), à Rua Ambrosina Pereira de Souza, 137 (mapa abaixo), com capital social de R$ 10.

Provavelmente uma “laranja” do bandido — ou dos bandidos.

Na “apresentação”, o pilantra enviou ao WhatsApp do blog todos os meus dados pessoais: documentos, endereços, dados de cartão de vacinação, moradias de parentes, empresas onde trabalhei, informações escolares, veículos, etc. — incluindo fotografia recente da CNH renovada.

Depois, enviou o link da matéria citada, com a seguinte mensagem:

“Estou com um problema com essa publicação.”

Respondi:

“E enviou meus dados para chantagear?”

“Pode publicar… modifique a escolaridade para Superior Completo, por favor.”

Ele (ou ela) respondeu:

“De forma nenhuma. Não te ameacei, nem pedi nada em troca. Só te mostrei que sei quem você é, porque a ‘fake news’ que você postou me causou um problema real. Eu só quero que você entenda a gravidade do que publicou. Isso não é chantagem — é um pedido de responsabilidade.”

Retruquei:

“Por que te causou problema? Você está citado na matéria?”

“Não converso com anônimo, ou anônima… você sabe quem eu sou porque assinei a matéria… não me escondi, como você, na covardia do anonimato.”

O bandido (ou a bandida) emendou:

“O conteúdo da matéria é falso e gerou interpretações erradas que recaíram sobre mim. Isso já é suficiente pra causar dano. Você compartilhou algo sem verificar e, por isso, gerou consequências. Estou te avisando pra resolver isso com maturidade.”

“Ah, claro… depois podemos sentar juntos e tomar um café! Sem problema.”

Como não respondi, após o aviso de que não converso com anônimos, o assédio foi encerrado.

O teor da abordagem, assim como os dados levantados, foram enviados à autoridade que investiga o Solution Bank, com a indicação de que, em minha análise, os beneficiados pela retirada da matéria do ar seriam Roberto William Miguel, sua advogada e o marido PM.

Se algum deles financiou a ameaça — ou a realizou — a polícia há de descobrir.

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