O crime tentou, na mão grande, retomar o poder no Corinthians

Claudinei Alves, Augusto Melo e Valmir Costa

“São atribuições do Presidente: adotar qualquer providência urgente, em casos imprevistos, e submetê-la logo após ao Poder ou órgão competente; suspender preventivamente, em caso excepcional e inadiável, qualquer associado passível de imediata punição, submetendo sua decisão à Diretoria”

(Art. 121, nos Itens 21 e 24, do estatuto do Corinthians)


Em ação orquestrada, Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, acompanhado de conselheiros que foram seus diretores também no Barbarense, além de uma idiota útil autointitulada – à margem de qualquer regramento e legislação – nova Presidente do Conselho Deliberativo, tentaram, ‘na mão grande’, retomar o poder no clube.

Segundo testemunhas, protegidos por escolta armada de representantes do crime organizado.

Invadiram o Parque São Jorge, desligaram os elevadores, e adentraram a sala de Osmar Stabile.

Enquanto a intimidação ocorria, documentos sem validade legal foram divulgados, em rede social, com a falsa informação de que Augusto Melo reassumiu a presidência.

A cúpula dos Gaviões da Fiel, que estava, minutos antes, conversando com Stabile, abandonou-o diante dos marginais, emitindo, pouco após, nota oficial dizendo que liminar judicial embasava a operação.

Era mentira.

O objetivo da facção era criar o clima para o Golpe.

Parte da imprensa caiu no conto, noticiando, sem checar, as versões da bandidagem.


Augusto Melo e Dunga

Por que Roberson de Medeiros, vulgo Dunga, renunciou à presidência da Comissão de Ética, ato político que deu origem às ilegalidades?

A versão oficial era de problemas de saúde.

O Blog do Paulinho soube, por fonte bem informada, que o vulgo Ninja, ex-chefe de gabinete da Presidência, e segurança de Augusto Melo, ao lado de gente que seria ligada ao crime, teria comparecido à residência de Dunga.

A ‘ordem’ era para que abrisse mão do cargo.

Diante da resistência, o desenlace culminou em agressão.

A renúncia, então, ocorreu.

É pouco provável, diante do quadro exposto, que alguém confirme o relato.

Ato contínuo, a imprensa recebeu documento, sem assinatura de Dunga, com suposto afastamento do Presidente do Conselho.

No dia seguinte, o Parque São Jorge foi invadido.


Metaleiro

Quem defendeu Osmar Stabile?

Após a invasão, o presidente do Corinthians permaneceu em sua sala, guardando posição, porém sem chamar a polícia – porque temia as consequências de fazê-lo diante de gente armada que cercava Augusto Melo.

Enquanto isso, conselheiros do clube se mobilizavam.

Até a chegada efetiva do policiamento – motivado por terceiros, opositores à atual diretoria dos Gaviões, liderados pelo ex-presidente Metaleiro, tomaram posse do gabinete presidencial.

Estes, diferentemente da cúpula da facção, defenderam a presidência do Corinthians.

Metaleiro exigiu de Augusto Melo documentos judiciais que embasasse a retomada; ao perceber que não existiam, avisou-o que ninguém tomaria o poder do clube ‘na mão grande’.

Enquanto isso, os seguranças do Corinthians, a quem Stabile, temerariamente, não demitiu ao tomar posse, protegiam Augusto Melo, a quem passaram novamente a tratar como ‘presidente’.


Augusto Melo com o presidente dos Gaviões da Fiel

Augusto Melo, crime organizado e os Gaviões da Fiel

Executado de maneira atrapalhada, o triste episódio evidenciou, ainda mais, a ligação do presidente afastado do Corinthians com o crime organizado.

Os relatos são assustadores.

Persiste, também, a associação dos diretores dos Gaviões da Fiel com os marginais acusados, no exercício do poder, de furtarem dinheiro do alvinegro.


Punições

Fracassado o Golpe, que terminou na Delegacia, urge a aplicação de punições.

Diz o art. 28, em suas Letras D e E, do Estatuto do Corinthians:

“É passível da pena de desligamento o associado que: cometer ato grave contra a moral social desportiva ou contra dirigente em função de seu cargo; denegrir a imagem do Clube”

Não faltam provas de que isso ocorreu.

Há margem, também, para abertura de inquérito criminal; talvez até prisão preventiva de Augusto Melo, que, em tese, poderia estar tentando sumir com provas de sua deliquência enquanto presidente do Corinthians.

Cabe também ao presidente Osmar Stabile a tomada de providencias imediatas.

Diz o art. 121, nos Itens 21 e 24:

“São atribuições do Presidente: adotar qualquer providência urgente, em casos imprevistos, e submetê-la logo após ao Poder ou órgão competente; suspender preventivamente, em caso excepcional e inadiável, qualquer associado passível de imediata punição, submetendo sua decisão à Diretoria”

O Presidente do Corinthians não pode, diante do horror vivido ontem, fazer menos do que o estatuto lhe permite.

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2 Comentários

  1. Não me surpreende em nada a nota da instituição desorganizada se referindo a liminar (ilusória) temos sobre ela diretor de comunicação e advogado de três vias (corinthians, augusto e organizada) dispostos a colocar a qualquer custo mentiras para assegurar o apoio da massa ao Pinóquio, hoje especialmente do associado. Em troca do que? Cargo, dinheiro ou status?

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