O caos na Casa Bandida do Futebol

Ricardo Teixeira e Fernando Sarney

Ontem, o TJ-RJ afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF pela utilização de assinatura falsificada de ex-presidente em acordo que viabilizou sua permanência, à época, no poder.

Isso, por si, revela o grau de banditismo que há anos norteia a política da entidade.

Ednaldo conta que retornará ao cargo em canetada do Ministro do STF Gilmar Mendes – que mantém parceria comercial com a Casa Bandida.

O que era dado como certo, porém, esfriou nas últimas horas.

Presidentes de Federações que, não há muito, beijaram as mãos do cartola – em reeleição por unanimidade, batalham agora para derrubá-lo.

Não por honestidade, mas para que mantenha-se – longe de holofotes – os privilégios de todos.

Em eleição combinada, o próximo presidente sairá da mesma patota.

A intervenção de um ‘Sarney’ não poderia retratar melhor o que é a CBF.

Como bem lembrado por Juca Kfouri, a cartolagem do futebol brasileiro se socorre do ‘gattopardismo’: “mudar para que tudo permaneça como está’.

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