Ninguém será preso pelas mortes do Ninho do Urubu

O MP-RJ solicitou a condenação de sete funcionários subalternos do Flamengo pelo crime de ‘incêndio culposo’, que culminou na morte de dez garotos no Ninho do Urubu.
A pena máxima é de quatro anos de prisão.
Ou seja, ainda que condenados, ninguém será preso – no máximo, cumprirão pena em Regime Aberto.
Bandeira de Mello, presidente do clube à época (2019), livrou-se da acusação por prescrição, por conta de possuir mais de 70 anos – o que reduz o prazo pela metade.
Seja qual for a decisão da Justiça, haverá injustiça.
A percepção da população, diante de provas expostas na ação criminal e também pela mídia, é a de que as mortes dos garotos do Ninho poderiam ser evitadas se as medidas de segurança tivessem sido adotadas.
Não foram.
A desclassificação de homicídio doloso para culposo, pelas informações postas, seria passível de reclamações; a conclusão por apenas ‘incêndio culposo’ desrespeita a realidade e, principalmente, os familiares das vítimas.
