MTPC repudia diretor que tratou corinthianos como ‘ladrões’ e ‘vadias’

Em entrevista ao ‘Alambrado Alvinegro’, Raul Correa da Silva, ex-diretor de finanças das gestões anteriores, atual diretor cultural do Corinthians, tratou corinthianos como ‘ladrões’ e corinthianas como ‘vadias’.

Finalizou dizendo ‘Isso é Corinthians’.

Não é.

É famosa a arrogância de Corrêa em Parque São Jorge.

Em 2007, na primeira fala trocada com o Blog do Paulinho, quando o cartola tentava explicar porque era aceitável o dinheiro sujo da MSI, desrespeitou-me ao dizer que “não teria alcance” para entendê-lo “porque era apenas motoboy”.

Preconceito puro.

E equivocado, conforme o tempo tratou de comprovar.

Sua avaliação sobre os corinthianos levou os bastidores do clube à repulsa e muitos pedem sua expulsão da agremiação.

Ao que parece, na cultura de Raul, pobre é bandido e mulher, desde o parto, prostituta.

Assim como não era adequado a administrar as finanças do Corinthians no passado (saiu acusado de maquia-las, além de indiciado, três vezes, por crimes no exercício das funções) o cartola é inapto, por aporofobia, a dirigir o departamento que cuida da história do time mais popular do Brasil.

Porém, numa diretoria em que o presidente é réu por agressão a mulher, sua fala, além de apoiada, é capaz de ser comemorada.


Em nota, o Movimento Toda Poderosa Corinthiana demonstrou toda a sua indignação:

O Sport Club Corinthians Paulista é um time forjado na luta do povo, na resistência operária e na inclusão. Por isso, repudiamos veementemente as declarações do Diretor Cultural do clube, que, em participação no podcast Alambrado Alvinegro no dia 11/03 proferiu falas ofensivas e discriminatórias ao dizer que “na maternidade se nasce menino é ladrão, e se nasce menina é vadia, isso é Corinthians.”

Essa fala não apenas reproduz estereótipos preconceituosos e misóginos, mas também desrespeita milhões de torcedores e torcedoras que, desde a infância, carregam o Corinthians no peito com orgulho, paixão e dignidade. Associar nossa identidade a criminalidade e esvaziar o valor das mulheres dentro do universo corinthiano é inaceitável e contrário à história e aos valores do clube.

O Corinthians sempre foi um símbolo de luta popular, de resistência e de inclusão. Foi o primeiro clube a se posicionar contra a ditadura, um dos pioneiros na democracia no futebol e tem uma torcida marcada pela diversidade e força de sua Fiel. As mulheres corinthianas, em especial, sempre estiveram na linha de frente do apoio ao time e na defesa de uma arquibancada mais justa e inclusiva.

Exigimos uma retratação imediata e que o clube adote medidas concretas para reforçar seu compromisso com o respeito e a valorização de todos os seus torcedores, independentemente de gênero. A cultura do Corinthians deve ser uma cultura de inclusão, de respeito e de luta contra qualquer forma de preconceito.

O Corinthians é do povo. E no povo não cabe discriminação.

#RespeitaAsCorinthianas

#CorinthiansÉDoPovo

#corinthians

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