Tristeza e alegria pelos rebaixados do Paulistinha

Des. Miguel Marques e Silva, presidente do CORI, do Corinthians, e Marcos Boccatto, diretor informal de futebol do Timão

Internacional de Limeira e Água Santa, protagonistas de campanhas horrorosas, foram rebaixados num Paulistinha de péssimo nível técnico.

Tristeza e alegria se unem neste momento.

É sempre lamentável observar a decadência de clubes históricos, como a Inter, que, quando o Paulista, de fato, rivalizava em importância com o Brasileiro, conquistou o título de 1986, superando o então favorito Palmeiras.

Era um timaço.

Como também foram Guarani, Ponte Preta, Ferroviária, entre outros.

Todos levados à miséria com o avançar da política da venda das categorias de base aos empresários, que retirou destas equipes a oportunidade de revelar, e usufruir, destas descobertas.

Em contrapartida, existem razões de sobra para comemorar.

Não pela queda da Inter, mas pelo descenso do Água Santa.

Trata-se de agremiação obscura, incapaz de comprovar, com credibilidade, a origem de seus recursos.

O clube é frequentemente associado ao crime organizado.

Na dúvida, embora muita gente tenha certeza, é melhor não tê-lo por perto.

Apesar disso, desde 2024, o Água Santa mantém parceria com o Corinthians, emprestando instalações para as categorias de base, cedendo atletas profissionais, preparadores físicos e até cartolas, como Marcos Boccatto, presidente de honra do clube de Diadema.

Até mesmo o Desembargador Miguel Marques e Silva – presidente do CORI, há algum tempo andou frequentando as dependências da agremiação.

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