Santos: risco Neymar era ainda maior do que o imaginado

Bastaram três jogos de um Paulistinha com nível técnico sofrível para que conseguíssemos avaliar, precisamente, o atual estágio de Neymar como jogador de futebol e a ligação com o curto período de contrato.
Sua condição física é lamentável.
Gordo, sem mobilidade, Neymar é incapaz, atualmente, de dar sequência ao que o cérebro propõe.
O talento ainda existe, comprovado no desconcertante drible aplicado no corinthiano Garro, mas é insuficiente para transforma-lo num jogador com a mesma eficácia do passado.
A única solução é treinar muito e levar uma vida mais regrada – não por puritanismo, mas pela necessidade de recuperação física inerente a um homem de 33 anos.
Talvez Neymar só adquira um percentual aceitável de recuperação ao término do período de cinco meses de contrato.
Valeu a pena para o Santos, que investiu, no mínimo, R$ 4,1 milhões em salários discriminados na CLT (quase R$ 8 milhões de custo efetivo), sem contar o repasse de 80% dos negócios publicitários do período?
É a pergunta a ser realizada ao final de tudo.
Principalmente se, após retornar a jogar futebol competitivo (ocorrerá?), o atleta decidir que não é viável a compra da SAF do Peixe e mudar-se do Brasil para encerrar a carreira em terras americanas.
