Mulheres do Corinthians se omitem diante de misóginos com cargos relevantes no clube

Susy Miranda

Ontem, o Blog do Paulinho revelou que o Corinthians contratou para o cargo de Diretor de Tecnologia um membro dos Gaviões da Fiel que será julgado por homicídio e é acusado pela ex-esposa por agressões e ameaças.

Sua função seria a de ‘adaptar’ o sistema aos interesses da diretoria.

Confira:

Novo diretor do Corinthians é agressor de mulher e será julgado por homicídio

Empresa do irmão do misógino já trabalha em Parque São Jorge alterando o programa que controla o clube associativo.

O Chefe de Gabinete da Presidência é da mesma turma, será julgado pelas mesmas razões, sendo também apontado pela companheira como espancador de mulher.

Veja aqui:

Chefe de Gabinete da Presidência do Corinthians será julgado por homicídio

Até mesmo o Presidente do Corinthians, no próximo dia 10, se defenderá em ação criminal sob acusação de agredir ex-colaboradora e associada alvinegra:

Relembre:

Julgamento de Augusto Melo por agressão a sócia do Corinthians é marcado para 10 de fevereiro

Até o momento, não houve manifestação de repúdio das mulheres que ocupam cargos relevantes em Parque São Jorge – representantes das demais associadas – contra os misóginos (que não são apenas os citados) do Corinthians, nem de solidariedade às vítimas.

Analu Tomé

São elas: Susy Miranda (única diretoria estatutária), e as membros da Comissão de Mulheres: Ana Lucia Tomé Orfão, Karen Hadlik, Renata Ribeiro Rainone e Rosmélia Hernandes Blanco.

Situação bem diferente de quando o presidente de plantão era outro.

À época, corretamente, todas manifestaram-se, fervorosamente, contra a contratação do treinador Cuca, que havia participado, há alguns anos, de estupro de uma adolescente na Europa.

Se a Comissão se calou, Susy fez pior: pouco antes das eleições, compareceu à CPI da Violência contra as Mulheres para defender, apesar das provas divulgadas, o misógino que viria a assumir a presidência do Corinthians.

Ao que parece, a indignação contra agressores de mulheres, inclusive pelas potenciais vítimas, é seletiva em Parque São Jorge.

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