Vaquinha da torcida do Corinthians se tornou um grande negócio de marketing

A exposição dos nomes de doadores da vaquinha que objetiva a quitação do estádio do Corinthians está sendo utilizada como canal de exposição de marcas.

Barato e eficiente.

Os Gaviões da Fiel, apesar do discurso de benemerência, estão lucrando.

A agenciadora de acompanhantes “Fatal Model”, com investimento de apenas R$ 200 mil (na doação), circulou por todos os noticiários do país, numa publicidade pra lá de bem sucedida.

É pouco provável que tenha sido gratuito os Gaviões, no mesmo dia da doação, publicarem a marca da ‘Fatal’ em suas redes sociais.

A revelação do TOP 100 dos doadores, mais do que estimular a arrecadação, tem como função ampliar o escopo do negócio.

Nos corinthianos que querem, realmente, contribuir com o clube, a vaidade estimulada tende, realmente, a fomentar a quantidade de dinheiro transferido, porém, em meio a estes, estão os espertalhões.

Desde cartolas que almejam sobressaltos na política do clube até os que não possuem sentimento algum pelo Corinthians – como a Fatal -, mas enxergaram o projeto como boa oportunidade de marketing.

Não haveria problema desde que os organizadores não se aproveitassem, financeiramente, da situação.

Noutro caso, influencer mobilizou seguidores para que, em vez de depositarem diretamente na conta da vaquinha, o fizessem através de seu canal, o que acabou por colocá-lo, momentaneamente, na segunda colocação entre os ‘benfeitores’.

Sem retirar um tostão do bolso, o espertalhão, com auxílio da mídia – que caiu no conto -, teve a mesma exposição que um patrocinador do clube, pagando apenas R$ 60 mil, retirados das contas de otários.

Em vez do nome dos verdadeiros doadores, a marca exibida foi a do veículo de comunicação.

A vaquinha se tornou, de fato, um grande negócio.

Ampliado, além da exposição da mídia tradicional, pelo trabalho voluntário de torcedores que divulgam os doadores sem a percepção do que realmente ocorre nos bastidores.

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