O golpe está em curso no Corinthians

Marcos Boccatto, Vinicius Cascone e Augusto Melo

As redes sociais, impulsionadas por dinheiro investido em influencers e propagandas, assim como a sede alvinegra de Parque São Jorge, infestada por camisetas, faixas e intimidações, além das torcidas ‘organizadas’, que nunca viram tanto dinheiro, incendeiam a narrativa de ‘golpe’ no Corinthians.

A defesa do mandato de Augusto Melo é a continuidade dos rolos de muitos deles.

De fato, há um golpe em curso no Corinthians.

O clube começou a ser assaltado em janeiro, quando um esquema de desvio de R$ 25 milhões, com a utilização de funcionário de campanha do Presidente como se fosse intermediário, foi descoberto pelo trabalho da imprensa.

Falcatrua confessada por Alex Cassundé, o próprio, em depoimento policial.

É disso que se trata, não de avaliação de gestão – por sinal, péssima, principalmente na condução do futebol profissional, que disputou para não cair no Paulistinha e também do Brasileirão.

Independentemente do que venha a resultar as investigações, é fato que houve a assinatura de contrato fraudulento no caso ‘Vai de Bet’, a ponto da empresa rescindi-lo, sob utilização de clausula anti-corrupção, e não ser processada.

Neste mesmo acordo, Augusto Melo aceitou receber R$ 56 milhões através de intermediárias não constantes no documento, e, portanto, à margem de verificação por compliance, expondo o Corinthians a possível facilitação à ‘lavagem de dinheiro’.

À polícia, o presidente do Timão disse que a autorização ocorreu de maneira ‘verbal’, mas que não conseguia comprovar a afirmação.

Outros procedimentos obscuros proliferam em Parque São Jorge.

Desde o antro em que se transformou um departamento de futebol de base infestado de intermediários, achacadores de jovens atletas e parentes de dirigentes, que contratou mais de setenta jogadores em onze meses, até casos notórios, como os das empresas de seguranças recém inauguradas, contratadas a peso de ouro, apesar de não possuírem documentação adequada.

A polícia, que também investiga este caso, nunca frequentou tanto o Parque São Jorge.

Inúmeros exemplos de ilegalidades e imoralidades poderiam ser citadas, mas os que foram são suficientes para evidenciar a realidade em que o Corinthians está colocado nos últimos meses.

A sujeira é tão grande que resultou no pedido de demissão de dois diretores jurídicos e a necessidade de, no lugar deles, empossar um amigo do Presidente.

Este, de fato, é o golpe, tocado por um núcleo duro que tentou, no passado, enriquecer às custas do Barbarense, aprontou no Água Santa, mas também fora do futebol.

Em nenhum caso, com sucesso.

Agora, porém, o quadro é mais favorável.

O tamanho do Corinthians permitiu-lhes a utilização de relevante quantidade de dinheiro, capaz de comprar as narrativas de internet, parte da mídia e muita gente que, há anos, sobrevive de vender os próprios votos no sistema político alvinegro.

Não será fácil salvar o clube dessa gente, mas é necessário tentar.

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1 Comentário

  1. Você só pode ser outro inseto que mamava nas tetas da R&T. Porque que esse conselho nunca se posicionou como as falcatruas da outra chapa? Os caras deixaram uma dívida de mais de um bilhão pra próxima gestão e todo ano as contas eram aprovadas. Você juntamente com toda essa corja que passa pano pra R&T deveriam ser proibidos de entrar no estádio, só prestam desserviço pro Corinthians, insetos sanguessugas!

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