Pepê nos faz acreditar na humanidade

Em partida do seu Porto contra o Estoril, o brasileiro Pepê ganhou a disputa contra o adversário e, livre para fazer o gol ou propiciar uma assistência, percebeu que o zagueiro que o marcava desabou no gramado, machucado.

Sem pestanejar, em gesto de raro fair-play, parou o lance, sem concluí-lo.

O comportamento torna-se ainda mais relevante quando levamos em consideração que o atleta é oriundo de uma cultura em que a regra é levar vantagem a todo custo.

Elogiado no planeta, se estivesse no Brasil seria, em diversas tribos, massacrado.

É impossível rever o lance de Pepê e não pensar que é possível melhorar a humanidade.

Sigamos na luta.

E que a FIFA, salvo nova surpresa, lembre-se do jogador brasileiro quando da premiação do The Best, que também concede homenagem aos que se portam com civilidade nos gramados.

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