O maior erro do grupo de Augusto Melo no Corinthians

As razões que levaram o grupo de Augusto Melo a postular o poder no Corinthians são amplamente conhecidas e evidenciadas por casos recentes, como o da ‘Vai de Bet’ e as 54 contratações para as categorias de base do clube.

Ninguém sairá pobre de Parque São Jorge.

Para que o objetivo seja alcançado é necessária lealdade ao comando.

Principalmente ao primeiro.

Cargos importantes devem ser destinados apenas à cúpula.

Os apoios, a quem possa ser comandado por eles.

Não é o caso de Romeu Tuma Junior.

Se juntar ao ex-delegado foi o grande erro desse esquema.

Enquanto Augusto Melo sobrevivia de pequenas espertezas, Tuma transitou por sistemas bem mais complexos, e recompensadores.

Em comum, apenas o hábito de não dizer a verdade.

O aprendiz diante do Mestre, ambos, porém, dentro de seus núcleos, nivelados por baixo.

Não à toa, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, é o ídolo de Tuminha – declarado pelo próprio.

Os hábitos políticos são idênticos, assim como a voracidade.

Tuma quer o poder, seja tratando o presidente do clube como fantoche ou derrubando-o para postular-se à sua vaga, mas também gosta de mexer com dinheiro.

As próximas horas indicarão o caminho escolhido pela diretoria.

Ceder aos pedidos, que alguns tratam como ‘chantagem’, do ex-delegado, ou romper e apostar em reviravolta na Assembleia Geral.

De qualquer maneira, o Corinthians terá problemas.

Se Augusto não cair, seu mandato viverá mais dois anos de guerra com a presidência do conselho.

Em havendo impeachment, somente um presidente com estatura moral e política maior do que a de Tuma Junior, e do grupo que o cerca, seria capaz de colocá-los no devido lugar.

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