A triste comemoração dos 114 anos de Corinthians

Bi-campeão Mundial, detentor da mais apaixonada torcida do futebol brasileiro (em números, a segunda maior), sucesso de arrecadação mesmo em tempos difíceis, o Corinthians completa 114 anos de existência.

Deveria ser um dia de comemorações, mas o torcedor alvinegro está triste.

O Timão definha, vítima de assaltos sucessivos, agora com o agravante da investigada aliança com o crime organizado.

R$ 2,2 bilhões em dívidas (números de junho), quase rebaixado à 2ª divisão do Brasileirão, com a sede social, contas e recebíveis penhorados ou bloqueados, a principal ‘organizada’ vendida ao Presidente, os conselheiros trocando votos por negócios e empregos, é impossível enxergar futuro promissor.

O clube precisa ser refundado.

Afastar todos os que lhe roubaram ao longo dos anos e seguir adiante nas mãos de quem não precisa do Corinthians para sobreviver.

Quem se habilita?

Como gerir um clube com seriedade tendo que atender a alguns pilantras que financiam chapinhas de 25 conselheiros, muitos deles com objetivo único de achacar a diretoria – seja ela qual for?

Apoios escancaradamente comprados.

Se não mudar radicalmente o sistema de gestão, que cede a desqualificados poder incompatível com suas capacidades, mas propícios a seus objetivos de ganância (dinheiro, política e pessoal), o Timão não terá outros 114 anos pela frente.

O Corinthians faz aniversário, mas, hoje, somente os ladrões, e seus cúmplices, tem motivos para comemorar.

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