O pênalti e a burrice

Ninguém esquecerá o pênalti assinalado à favor do Flamengo contra o Criciúma, não pelo jogo em si, um entre tantos do Brasileirão, mas pelo ineditismo do lance.

Nunca houve uma infração consumada, dentro da área, porque o jogador pegou uma bola jogada por torcedor e lançou-a na que, efetivamente, estava em jogo.

Diante deste fato, as reflexões.

Deveria existir bola em jogo naquele momento?

Diz a regra nº 5:

“(…) uma segunda bola (…) entra no terreno do jogo, durante a partida. Neste caso, o árbitro deverá parar o jogo (e reiniciá-lo com bola ao chão) unicamente se interferir no jogo”

A bola interferiu na partida?

Nitidamente sim, porque, em determinado momento, estava próxima à jogada em andamento, com o agravante de inserida dentro da área.

Faltou, no mínimo, atenção ao árbitro.

Ainda assim, o erro não justifica a desqualificação do jogador Barreto, que possui obrigação de decorar, e entender, as regras do jogo que pratica como profissão.

O árbitro, que bobeou na regra nº 5, foi preciso na de nº 12:

“Se concederá tiro livre direto [se dentro da área, pênalti] se um jogador (…) lançar um objeto contra a bola”

Deste episódio retira-se, com clareza, a necessidade de cobrar dos jogadores, e de seus preparadores, o entendimento teórico do que é praticado dentro das quatro linhas.

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