Por que o Sub-20 do Corinthians manda seus jogos no Agua Santa?

Marcos Boccatto

Anteontem, o Sub-20 do Corinthians perdeu, ‘em casa’, para o Flamengo, em partida válida pela 14ª rodada do Brasileirão da categoria.

Dois a um.

A equipe, assim como ocorre com os profissionais, realiza campanha deplorável ocupando a 15ª colocação na classificação.

Ao observar o termo ‘em casa’ o leitor imagina que o Timão tenha entrado em campo no Parque São Jorge ou, talvez, no CT da Ayrton Senna.

Não.

A Fazendinha está interditada por ausência de documentações legais.

Não podendo jogar em seus domínios, é razoável pensar, no contexto de ausência de cobrança de ingressos, que o clube buscasse alternativas menos onerosas para mandar seus jogos.

O CT seria a escolha óbvia; a Arena de Itaquera, também.

Na impossibilidade destes, o time deveria jogar em locais próximos do PSJ, como, por exemplo, o Canindé ou a Rua Javari.

Em vez disso, o Corinthians alugou o estádio do Água Santa, na distante Diadema, que possui instalações extremamente precárias se comparadas com as alternativas citadas.

Por que?

Marcos Boccatto, que comanda, informalmente, os negócios do futebol do Corinthians ao lado do agente de jogadores Augusto Melo é Presidente de Honra do Água Santa.

Dizem até que dividiria, em alguns casos, receitas da agremiação.

É este tipo de farra, entre outras, amparada por um presidente do Conselho que se nega a investigar, por razões políticas, os cartolas que infelicitam o Timão.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.