A milionária propina (atualizada) que teria garantido o Guarani no Brasileirão de 1989 (?)

O episódio em que Alexandre Ramagem, ex-diretor da ABIN, gravou o déspota Jair Bolsonaro revelou também que Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, praticaria traquinagens desde o início de sua gestão.

Segundo a advogada Luciana Bierrenbach, o pai dela, major José Bonetti, deu um soco em Ricardo Teixeira ao receber proposta de corrupção em 1989.

Apuração do Blog do Juca revelou que se trataria de ampliar o número de clubes da Série A, de 20 para 22.

Bonetti, amigo de João Havelange, era o responsável pela elaboração da tabela e também do regulamento, e, por conta disso, teria sido procurado para encaixar o Guarani no torneio.

A propina seria de um milhão em dinheiro da época; R$ 12,5 milhões, atualizados.

Beto Zini era o presidente do Bugre.

Após a negativa, segundo relatos, coube a Ricardo Teixeira ofertar 50 mil, que, atualmente, corresponderia a R$ 1 milhão.

Eis a origem do soco, ou safanão, que teria vitimado o genro de Havelange.

Factualmente, após o incidente, Bonetti caiu e o Brasileirão foi disputado com 22 clubes, entre os quais o Guarani.

Porém, em 1989, o Bugre teria direito a estar no torneio, pois classificado em 14ª em 1998, o que leva a crer na possibilidade de confusão de memória ao estabelecer o ano das tratativas.

Há quem garanta, em Campinas, que o rolo se deu em 1991, com auxílio de arbitragem em manipulação de resultado, o que tornaria o caso ainda mais grave.

Certo é que onde tem Ricardo Teixeira citado há razão para desconfianças.

*Texto Corrigido

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