Cuca é isso aí

Marcado pelo estupro de uma garota na década de 80, Cuca, até então negando os fatos, estava inviabilizado para o futebol.

Ninguém mais o queria, principalmente após o correto repúdio dos torcedores do Corinthians.

Eis que, há três meses, o Athletico/PR, através do bolsonarista que o preside, deu de ombros para o problema – que deve considerar desimportante – e lhe estendeu as mãos.

Cuca aproveitou a oportunidade para, de cara, pedir perdão à sociedade pela monstruosidade cometida.

Era o mínimo que se esperava dele.

A vida seguiu.

Porém, além dos fantasmas do passado – ou, talvez, por conta deles -, Cuca sempre se apresentou psicologicamente instável, incapaz de lidar com pressão, inclusive na vitória.

Muitas foram as vezes em que, pelo medo de não conseguir reeditar o bom trabalho, abandonou equipes no minuto seguinte à conquista de títulos

Na derrota, então, surtava.

Foi o que ocorreu, ontem, ao trair clube e cartola que o acolheram.

Nem dá para saber se é ausência de caráter ou sintoma da patologia que parece acometê-lo.

Cuca é isso aí.

Quem o contrata sabe o risco que corre.

Para o treinador, melhor mesmo dar um tempo na profissão, procurar ajuda, sem esquecer de atuar em favor das vítimas de estupro, conforme prometido há poucos meses.

Esta é a primordial obrigação de Cuca que, se descumprida, revelará – ai sim – a ausência de caráter.

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