Corinthians terá que pagar R$ 30 milhões à ‘Vai de Bet’ se contrato for rompido por corrupção

A Vai de Bet está rompendo o contrato firmado com o Corinthians após as graves denúncias de empresas ‘laranjas’ inseridas no negócio.
Além da Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda, constituída em nome de uma pobre senhora de Itanhaém, é evidente que a Rede Social Media, autora da proeza, também entrou no negócio apenas para receber dinheiro para terceiros.
Estes, tudo indica, cartolas do Corinthians.
O site de apostas se posiciona por duas razões: medo das investigações policiais e a mancha impossível de ser solucionada na reputação – que já não era boa.
Ao invocar como motivo do rompimento a clausula anti-corrupção do contrato, a Vai de Bet coloca o batom na cueca de Augusto Melo, presidente do Corinthians.
Não há corrupção sem, ao menos, um corrupto.
Pelo Corinthians, participaram do negócio, além de Augusto Melo, o Superintendente de Marketing Sérgio Moura, o diretor administrativo Marcelo Mariano (Marcelinho), o Secretário Vinicius Cascone e o preposto Alex Cassundé.
São coniventes, por silenciarem, o diretor de finanças Rozallah Santoro e o jurídico, Yun Ki Lee.
Em caso de rompimento por corrupção, o clube terá que pagar, em até 45 dias após o distrato, a quantia de R$ 30 milhões à Vai de Bet (10% sobre R$ 300 milhões – montante total a vencer do acordo).
Levando-se em consideração o pagamento de R$ 44,1 milhões da multa da PixBet, além de R$ 4,2 milhões de comissionamento proporcional, o prejuízo alvinegro atingirá, a grosso modo: R$ 78,3 milhões.
Ainda que a Vai de Bet tenha pagado R$ 60 milhões pelos seis meses de contrato vigente – o que é pouco provável, o clube teria déficit de R$ 18,3 milhões.
Abaixo a cláusula V (Rescisão) do contrato entre Corinthians e Vai de Bet:


Cláusula anti-corrupção inserida no contrato entre Corinthians e Vai de Bet:







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