A desmoralização do ‘Centrão’ no Corinthians

Ontem, em meio a notícias terríveis sobre o comportamento da diretoria do Corinthians, principalmente nos rolos envolvendo o negócio da Vais de Bet, Rozallah Santoro, Diretor de Finanças , desmoralizado com a movimentação financeira às suas costas, decidiu pedir demissão.
Horas depois, após encontro com o agente de jogadores Augusto Melo, voltou atrás.
Não sabia ainda que o ‘licenciado’ Sérgio Moura ampliava a desfeita ao dizer, em reunião com jornalistas:
“Não é só esse (pagamento sem conhecimento do diretor financeiro), existiram zilhões de outros”
Como explicar a permanência não apenas de Santoro, mas do Centrão, na diretoria do Corinthians?
Prevalece a política dos ‘olhos fechados’, exatamente como ocorrido no passado, quando se apresentavam ‘Corinthianos Obsessivos’.
A obsessão, como se nota, sempre foi pelo poder.
Outro que ensaiou retirada foi o ‘adjunto’ Fernando Alba.
Sem desmoralização, por ‘falta de objeto’.
Fabrício Vicentim, que resistia à humilhação nas categorias de base, chegou ao limite e pediu demissão.
O ex-adjunto faz parte de uma dissidência do Centrão que pressiona pelo desembarque da gestão.
De todos, o silêncio mais constrangedor é o do líder Felipe Ezabella, sem cargo, mas responsável por direcionar o apoio do grupo à Augusto Melo.
É até possível que o Centrão desembarque da administração nos próximos dias, ou horas, de acordo com a situação política e policial do Corinthians, mas o acovardamento de ontem, aliado aos olhos fechados de sempre, hão de ser lembrados pela torcida alvinegra.

O vídeo foi puro suco do constrangimento