Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Um homem sem princípios não é digno de respeito”

Aforismo de: Vitor Lopes

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Ciente que estou dando murro em ponta de lança extremamente pontiaguda, indago aos diretores, conselheiros, associados federado e amador

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Se forem coerentes com a frase “RECUPERAÇAO, SERIEDADE, EXPERIENCIA” exposta na vossa e única chapa na eleição SAFESP acontecida no dia 08/12/2023, com posse no dia 08/01/2024.

O que os impede de convocar assembleia para expor as maracutaias promovidas por José de Assis Aragão na compra do atual prédio em que teve o condão de superfaturá-lo, não registrar em nome do sindicato e de ter o IPTU a ele adjudicado, assim como: condenado no dia 24 de Julho de 2021 por improbidade administrativa quando gerenciou o Pacaembu, suspenção dos direitos políticos por quatro anos e outras penalidades?

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Decisão da Série A do Paulistão 2024 – Domingo 07/04 – TV Cazé

Palmeiras 2 x 0 Santos

Árbitro: Raphael Claus (FIFA) – 44anos – Diploma ano 2002

Assistente 01: Danilo Ricardo Simon Nanis (FIFA) – 42 anos – Diploma 2002

Assistente 02: Neuza Inês Back -39 anos (FIFA – Diploma ano 2009

VAR

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (FIFA)

Item Técnico

O principal e cabeludo lance aconteceu no 28º minuto da etapa inicial, na disputa normal pela bola entre goleiro santista com oponente Endrick;

Ilustro

Ataque palmeirense, lado direito da defesa santista; bola disputada entre zagueiro santista com Endrick, bola segue. Neste momento, João Paulo goleiro santista saiu da sua área mirando tocar na redonda que caminha para linha de fundo:

Endrick

Espertamente lança o corpo para frente e levemente toca no goleiro, bola ultrapassou a linha divisória; de imediato, firmemente, Raphael Claus sinalizou tiro de meta.

VAR

Passou linhas azul, vermelha e demorou cinco minutos para solicitar que Raphael Claus fosse até o monitor; lá chegando, viu, reviu, voltou mudando o que houvera acertado, apontando a marca da cal. Penalidade: batida por Rafael Veiga findada no fundo da rede Palmeiras 1 x 0

Protocolo do VAR

A decisão original tomada pelo árbitro não será mudada, a não ser que a revisão das imagens mostre claramente que a decisão foi um “erro claro e manifesto”.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para alviverdes; dentre estes: O técnico Abel Ferreira.

Copa Sul Americana – Terça Feira 09/04

Corinthians 4 x 0 Nacional (PAR)

Árbitro: Jhon Ospina (FIFA-COL)

VAR

Yadir Acuña (FIFA-COL)

Item Técnico

Desempenho aceitável do basal representante das leis do jogo, idem seus assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para alvinegros e 03 para tricolores paraguaios

Vermelho: direto e correto para Rodrigo Arévalo defensor paraguaio

Quinta-Feira 11/04 – Copa Libertadores da América

Palmeiras 3 x 1 Liverpool (URU)

Árbitro: Angel Arteaga (FIFA-VEN)

VAR

Benjamin Saravia (FIFA-CHI)

Item Técnico

Destaco o erro do assistente 01: Antoni García (FIFA-VEN) no momento que apontou impedimento do atacante Rosso do Liverpool, autor do gol de abertura do placar.

Justifico

Depois da cobrança da falta, existia um atacante na posição de impedimento, goleiro alviverde rebateu, redonda sobrou e ator do tento estava regularmente posicionado

Aberração

VAR levou seis minutos para informar ao árbitro a legalidade do fato

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para alviverdes e 05 a oponentes

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Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI” desta semana

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representa.

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Política

Elon Musk ou Ricardo Kertzman, perante o Estado democrático, são iguais

Elon Musk é como a história de ficção de Jekyll and Hyde, o médico e o monstro: um gênio capaz de criar empresas que fabricam carros elétricos, painéis solares, foguetes retornáveis, implantes cerebrais, ao mesmo tempo em que usa drogas pesadas de forma descontrolada, faz apologia ao consumo

de maconha e a fuma publicamente, promove campanhas de “liberdade de expressão”, que atentam frontalmente contra a segurança de minorias e, agora, pretende-se copartícipe de rompimento da ordem institucional do Brasil, repetindo o ex-presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que não mais irá obedecer ordens judiciais do STF, acusando, ainda, o ministro Alexandre de Moraes de “traidor da pátria”, como se estivesse ele próprio preocupado com os rumos do Brasil e dos brasileiros, e fosse, como é mesmo?, um patriota.

Além de tudo isso, como se fosse pouco e já não bastasse, o bilionário arruaceiro, que adotou o mesmo “modus operandi” nos Estados Unidos em prol do bufão alaranjado Donald Trump, orientou os brasileiros a, caso sua rede social, o X, antigo Twitter, seja retirada do ar no Brasil, utilizarem as tais VPN – redes virtuais privadas – para acessarem sua plataforma, escapando, assim, de um possível bloqueio judicial. Neste momento, Musk mostra-se por inteiro: pretende manter a audiência (ganhando dinheiro, é claro); estimula o crime (burlando uma decisão judicial); e, o pior, ensina como acessar o submundo da web por onde trafegam – e traficam – os maiores criminosos internacionais (corruptores e corruptos, ditadores sanguinários, grupos terroristas, traficantes de armas, drogas, órgãos e seres humanos, e toda sorte de selvagens).

Qualquer um de nós pode – e deve! – criticar os três Poderes o quanto quiser. Qualquer um de nós é livre para se manifestar publicamente e expressar quaisquer ideias relacionadas a absolutamente tudo. Qualquer um de nós tem garantido o direito de manifestação e exercício político. Mas todos nós, sem exceção, estamos sujeitos ao ordenamento jurídico do Brasil. Todos nós estamos sujeitos não apenas às punições previstas no Código Penal em caso de condenação (após o chamado “devido processo legal”), mas às medidas preventivas – inclusive coercitivas – em busca da manutenção da ordem e da paz públicas. A ninguém é garantido o direito (absoluto) sobre tudo. Do contrário, contaríamos mortos e feridos (física e emocionalmente) como se fossem moscas. Liberdade de opinião e de expressão não pode ser usada para delinquir.

Não. Pregar ódio à etnias – como faz Trump – não é aceitável. Pregar a marginalidade de homossexuais, transsexuais etc. – como faz Bolsonaro – não é aceitável. Pregar ódio aos judeus – como faz a esquerda brasileira – não é aceitável. Pregar o fechamento do Congresso e do Supremo – como faz a extrema direita bolsonarista – não é aceitável. Pregar golpe de Estado – como fazem Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino, Allan dos Santos e outros trastes covardes aboletados fora do País – não é aceitável. Pregar a renúncia, ou o impeachment, de um ministro do STF (no caso, Alexandre de Moraes) – como faz Elon Musk – não é, definitivamente, aceitável. O Brasil não é uma republiqueta bananeira qualquer, ainda que seja uma nação muito, muito subdesenvolvida, para um bilionário drogado, às vezes genial, como Musk, “deitar e rolar”.

As redes sociais são, para o bem e para o mal, potentes novos meios de comunicação e informação. O mundo moderno, hoje, não encontra-se mais preso aos gigantes grupos de mídia. Cada pessoa capaz de produzir e/ou compartilhar conteúdo tornou-se uma espécie de jornalista, ainda que não exerça nem tampouco faça jornalismo com o que propaga. Assim, não há a menor razão para que as imensas e poderosas plataformas de comunicação – pois foi o que se tornaram – não estejam sob regulamentos e regulações, senão equivalentes, ao menos correlatos, aos da chamada grande imprensa. Ou seja, mentir, difamar, caluniar, falsear dados e informações, estimular violência etc. devem ser punidos, mas antes disto, o máximo evitados. É neste sentido que penhoro meu apoio a alguma forma de controle e, também, punibilidade para os infratores.

Quem manda no Brasil são os brasileiros, através dos Poderes constituídos, representados por agentes políticos eleitos e outros indicados por estes, ou mediante concurso público sob o arcabouço legal produzido pelo Legislativo. Gostemos ou não do que produzimos – e eu não gosto -, gostemos ou não de quem nos comanda como sociedade e indivíduos, obrigados somos e estamos, ao menos até que mudemos a forma e a qualidade da administração pública e do ordenamento político brasileiros. Quem, porventura, não admitir ou suportar o País que nos tornamos, ou chore na cama, que é lugar quente, ou, dentro da lei, faça algo para tentar mudar. Impor – na chantagem ou na porrada – sua vontade, não só não é justo ou legítimo como, além de não adiantar, caracteriza crime contra o Estado Democrático de Direito. Seja Elon Musk ou Ricardo Kertzman.

Ricardo Kertzman: Colunista da Revista IstoÉ publicada dia 08/04/2024

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Finalizando

“No país do futebol, a democracia tomou uma bola nas costas do capitão de um time violento que só foi a campo para roubar o placar e destruir o estádio”

Pensamento de: Graça Leal

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-13/04/2024

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