Trapalhada de Ednaldo Rodrigues abre brecha para CBF ser investigada

Del Nero, Ednaldo Rodrigues Gomes e Marin

Durante décadas, corruptos notórios comandaram a CBF fugindo de toda a possibilidade de facilitação governamental, que abriria brecha para que a entidade fosse investigada pelos órgãos públicos.

A propina privada era alta e, como se observa, raramente dá cadeia.

Ao menos no Brasil.

Nos EUA, Marin entrou em cana.

Eis que, sem a menor necessidade, porque a Casa Bandida teve lucro de Bilhão, o atual presidente, Ednaldo Rodrigues, pediu – e lhe foi concedida pelo desfrutável ministro Fufuca, do Esporte – isenção de impostos para a compra de R$ 4 milhões em uniformes de arbitragem.

O caso foi parar no TCU.

No passado, era tão grande o pavor dos bandidos que a proibição de receber dinheiro público foi inserida no artigo 9º do Estatuto da CBF:

“(…) as atividades da CBF têm caráter privado e são exercidas sem finalidade lucrativa, sendo seus gastos e despesas financiados exclusivamente por seus próprios meios, sem qualquer aporte, repasse, ajuda, benefício ou colaboração de dinheiro ou recursos públicos, de qualquer espécie, seja direta ou indiretamente”

A trapalhada de Ednaldo acabou por criar grande oportunidade.

Não apenas para investigação da entidade pelo poder público, mas também de que ele seja punido, internamente, pela deliberada afronta estatutária

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