O fracasso da quitação de Itaquera e as dúvidas sobre o Arena Fundo

A CAIXA recusou a proposta do Corinthians de quitação da Arena de Itaquera sob duas argumentações principais: a de que os ‘naming-rights’ oferecidos eram de propriedade do ‘Arena Fundo FII’ e de que os precatórios ofertados não poderiam ser utilizados para os fins sugeridos.
Sobre a primeira questão, não seria difícil corrigir, bastando juntar o Fundo, que apesar de possuir CNPJ e contabilidade distintos, é de propriedade do clube, ao negócio.
Mais difícil seria complementar o pagamento com os papéis recusados.
Diante desta resposta da CAIXA, o agente de jogadores Augusto Melo está com a faca e o queijo nas mãos para efetuar as correções necessárias e garantir a aceitação da proposta.
O banco, como demonstrado, não rejeitou receber os R$ 300 milhões de ‘naming-rights’, apenas deixou claro que oferta deveria partir do Arena Fundo, o que pode ser resolvido numa canetada.
A parte menor, que estava embasada nos precatórios, poderia ser viabilizada de diversas formas, inclusive com a disponibilização de percentual do estádio para compra de torcedores.
Restariam, porém, algumas questões a serem esclarecidas.
Por que o Arena Fundo, em seus dois últimos informes, retirou do item ‘valores a pagar’ a dívida do clube com o financiamento do estádio de Itaquera?
Se contando com o ‘ovo’ na galinha, tratou-se de grande irresponsabilidade, para não dizer possível ilegalidade.
A ver como serão publicados os novos Informes.
Precisa ser resolvido, definitivamente, a questão da dívida de R$ 100 milhões que o Fundo cobra do Corinthians, mas que o clube diz não dever.
O atropelo do anúncio da quitação do estádio sem que, de fato, estivesse concretizado, obviamente foi eleitoreiro.
Talvez até tenha atrapalhado as tratativas.
Os executivos do banco, por certo, sentiram-se inseguros ao tratar com uma diretoria e vê-la, dias depois, destituída pela votação eleitoral.
