A várzea instaurada no futebol do Corinthians

Augusto Melo, Claudinei Alves e Rubão

No primeiro mês de administração Augusto Melo, o Corinthians retrocedeu décadas de profissionalismo no departamento de futebol.

Desde os tempos de Vicente Matheus não se via comportamento tão varzeano.

Se, no passado, era aceitável a presença de estranhos nos vestiários, desde o final dos anos 90, o local tornou-se exclusivo das pessoas que trabalham no setor.

Tite, por exemplo, trata o espaço como ‘santuário’.

Com Rubão e Augusto Melo, jogadores e comissão técnica passaram a dividir espaço com amigos de cartolas, dirigentes tietes e conselheiros inconvenientes.

Um caos.

A insatisfação, que já era conhecida nos bastidores – e, ainda assim, permitida – foi escancarada em matéria do Blog do Fabiano Farah, no portal R7.

Destacamos alguns trechos:

“O Mano Menezes está p… da vida com algumas situações” disse nossa fonte do outro lado da linha”

“Claro que ele assume a responsabilidade dos péssimos resultados em campo e aguarda as “promessas do presidente” para tornar a equipe mais competitiva”

“Mas, em questão está, a que vem sendo chamada, “farra de vestiário” no Timão”

“Fomos informados que o presidente Augusto Melo não consegue blindar o acesso de dirigentes que não tem nada a ver com o departamento de futebol profissional aos treinos e jogos do Corinthians”

“É simplesmente um entra e sai que incomoda”, nos confidenciou uma pessoa próxima ao vestiário do Corinthians”

“Secretário Geral do clube, diretor Jurídico, amigos, filhos… é uma invasão na privacidade do treinador e dos jogadores”, reconhe nossa fonte”

“E o presidente do Corinthians não faz nada para que o “local de trabalho dos atletas” fique livre, exclusivo para comissão técnica e jogadores”

“Mano Menezes não admite o trânsito, já avisou os responsáveis pelo futebol, mas, nada foi feito”

“Os “intrusos” são vistos no campo, em dias de treino, nas concentrações, e, principalmente nas partidas”

“É durante o aquecimento, na preleção antes dos jogos, no intervalo, após a partida, sem sequer pedirem permissão ou terem um pouco de “simancol””

“Após a quarta derrota do Corinthians no Paulistão, Mano Menezes mandou recado ao presidente: “Não quer mais ninguém que não seja do futebol profissional com acesso livre aos espaços destinados aos atletas e comissão técnica””

“Nossa coluna ouviu da fonte, que sempre será preservada, que “O presidente não consegue barrar ninguém. São todos aliados políticos, que ajudaram na campanha e agora se acham donos do clube.””

Todas as informações são verdadeiras.

Há dias o Blog do Paulinho tem escutado as mesmas histórias de fontes diversas, todas com acesso à diretoria, algumas, aos vestiários.

Os citados na matéria do R7, mas não nomeados, são Vinicius Cascone, advogado de Augusto Melo (secretário geral), Yun Ki Lee, contribuidor de campanha (diretor jurídico), Kadu (filho/sobrinho de Augusto Melo, réu em duas ações por crimes ambientais), além de diversos conselheiros e financiadores de campanha.

Soubemos, também, que os jogadores não suportam as piadas e discursos com linguagem de torcedor de Rubens Gomes, o Rubão.

É neste clima de absoluta insatisfação que o Corinthians, administrado por pessoas acostumadas a ambientes deselegantes, tentará se livrar da vergonhosa zona de rebaixamento do Paulistinha.

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