Vai aumentar o número de viciados em jogo

Trecho da Coluna de TOSTÃO, na FOLHA

Os compulsivos gastam o que não podem e se endividam; enquanto isso, a bola rola

O 7 a 1 faz dez anos, e o calendário do futebol brasileiro continua péssimo, com longos estaduais. Os gramados, na média, são ruins, e até os de grama sintética têm sido bastante criticados. Os árbitros pioraram, pois ficaram dependentes do VAR. As partidas estão tumultuadas e com excessos de faltas, como sempre. A bola para demais.

Os clubes, as federações e os governos, em vez de estar preocupados em melhorar a qualidade do espetáculo, descobriram como ganhar muito dinheiro com o mercado das apostas esportivas online. É o cassino eletrônico. Basta um clique no celular. O governo vai arrecadar muito dinheiro em impostos, e as empresas de apostas passaram a ser os principais patrocinadores dos clubes e das competições.

Segundo a Folha, os gastos dos brasileiros com jogos online atingiram cerca de R$ 54 bilhões entre janeiro e novembro do ano passado. Pela pesquisa Datafolha, 30% dos brasileiros de 16 a 24 anos afirmam que já fizeram alguma aposta.

Extremamente preocupante é que certamente vai aumentar o número de viciados em jogos, pessoas compulsivas que, para jogar, gastam o que não podem, endividam-se. Enquanto isso, a bola rola.

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