Influencers e Jornalistas na cobertura esportiva

Faz alguns anos, o Blog do Paulinho tem analisado o comportamento de influencers e a transformação de alguns jornalistas em meio à cobertura esportiva.
Chegamos a algumas conclusões.
Os influencers desejam as facilidades de acesso permitidas aos jornalistas, mas não querem assumir as responsabilidades.
Principalmente a checagem minuciosa de informações.
Para os influencers, qualquer especulação é provedora de ‘cliques’, ou seja, atrai dinheiro e patrocínios.
Se a ‘notícia’ estiver errada, fingem que não é com eles e seguem adiante.
Possuem público fiel, porém menos exigente
Neste ambiente, alguns jornalistas, em vez de sobressaírem-se pelo profissionalismo, estão se perdendo.
Alijados pelos clubes do repasse de especulações – os cartolas e agentes preferem cede-las a quem não possui critérios de checagem (para rápida difusão) -, estes, em vez de apurá-las, passam a discuti-las, pressionados pela audiência que deveriam informar.
Os jornalistas seguem evitando, também, a investigação de temas que possam tornar ‘espinhosa’ relação com as fontes.
Desta maneira, garantem ‘cliques’, boa posição nas entrevistas coletivas – agora divididas com influencers – e também no dia-a-dia das coberturas esportivas.
Muitos deles contam, também, com a ‘generosidade’ de anunciantes, boa parte intermediados pela cartolagem.
Em meio a este ambiente de concorrência desleal e desigual, a vida dos poucos jornalistas que ainda honram a profissão se tornou mais difícil.
É nesse contexto que regular a comunicação na internet se faz necessário.
Não se trata, obviamente, de censurar, mas de criar regras que, se infringidas, retirem do bolso do infrator a indenização às suas vítimas, entre as quais o consumidor de notícias, cada vez mais enganado pelo sistema que se impôs.
