A KGB de Augusto Melo

Quando o agente de jogadores Augusto Melo, presidente do Corinthians, anunciou que encontrou equipamentos de espionagem na sala da Presidência – e, posteriormente, nas categorias de base – muita gente desconfiou.
Principalmente pela resistência do suposto ‘espionado’ a registrar Boletim de Ocorrência.
Augusto somente correu para a polícia após Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, o ex-presidente a quem, veladamente, acusava da tramoia, fazê-lo.
Surgiu, então, o nome da empresa que, segundo versão da diretoria, teria realizado a ‘varredura’: a ‘AUS DEFENSE’, do grupo ‘KGB”.
A ‘AUS’ pertence ao ex-policial Adriano Austricliano Alexio Costa; a KGB, no papel, a Elisete Paiva de Carvalho, que seria mera assinadora de documentos.
Trata-se de um grupo eclético que trabalha, também, fornecendo funcionários para limpeza de empresas.
Diferentemente da KGB original, que possui sede portentosa na Rússia, a empresa tupiniquim funciona numa residência, sem fachada, à rua Cavadas 1736, à margem da Rodovia Dutra, em Guarulhos.

