A constrangedora coletiva da posse presidencial corinthiana

Pouco após a posse de Augusto Melo na presidência do Corinthians passou-se à entrevista coletiva em que esperava-se razoável atuação da imprensa.
Não foi possível.
E, desta vez, a culpa nem foi dos jornalistas.
O grupo de Augusto organizou uma claque, formada por influencers cooptados pela gestão, que impediu o trabalho de quem objetivava levar informações ao torcedor corinthiano.
Enquanto os jornalistas lutavam pelo microfone, os demais, de maneira constrangedora, realizavam juras de amor ao Presidente, agradeciam a ‘oportunidade’, finalizando com as mais agradáveis perguntas possíveis.
Todos garantindo o convite futuro e a ‘ajuda’ presente.
Uma rede de ‘fake-news’ orquestrada por profissionais, mas operacionalizada por amadores, que terá a eficiência testada em momentos desfavoráveis do futebol.
Nas próximas coletivas, os jornalistas, em meio ao circo, precisarão se impor.
Do contrário, tímidos como estavam ontem – certamente apanhados de surpresa – serão coadjuvantes da ‘nova’ comunicação corinthiana.
