Se pudesse votar digitaria ’70’ nas eleições do Corinthians

Há 17 anos o Blog do Paulinho tem revelado erros, alguns graves, dos membros mais relevantes do grupo ‘Renovação e Transparência’, que há quase duas décadas ocupa o poder no Corinthians.
Todos os presidentes e boa parte dos cartolas foram citados por aqui.
O candidato a Presidente André Negão entre eles.
Ninguém teria mais razões do que este jornalista para desejar a derrota deles nas eleições do próximo dia 25.
Apesar de associado alvinegro, desde criança, estou impedido de frequentar o Parque São Jorge por manobra destes cartolas.
Concordo com a imensa maioria dos torcedores que entendem a necessidade de mudança na gestão do Corinthians.
Em situação normal, seria a melhor solução.
Não vivemos, porém, este quadro.
O grupo que se apresenta como alternativa é uma espécie de ‘descarte’ da Renovação e Transparência.
Augusto Melo, o candidato a presidente, condenado a dois anos, dez meses e vinte dias de prisão, é mitômano, misógino, racista e, comercialmente – porque agencia jogadores – inescrupuloso, conforme comprovam áudios de achaques a pais de garotos publicados neste espaço.
Precisa, desesperadamente, do Corinthians para resolver seus graves problemas financeiros.
Com ele estão notórios adeptos do bolsonarismo, como o vice Osmar Stabile e o apoiado para a presidência do conselho, Romeu Tuma Junior.
O dinheiro que circula entre eles tem origem controversa e é levado à campanha pela intermediação de Rubens Gomes, o Rubão, que, com ou sem cargo, será o homem do futebol numa eventual gestão de Melo.
A afamada ‘turma do Barbarense’ será distribuída em setores chaves do clube.
Augusto, se eleito, passará uma gestão inteira trabalhando para devolver a seus obscuros investidores o lucro prometido durante o período eleitoral.
O Corinthians, por óbvio, pagará a conta.
É necessária a mudança, mas não a qualquer preço.
Não existe, neste ciclo eleitoral, alternativa que possa alterar a dinâmica do Corinthians para melhor.
Aliás, muito pelo contrário.
Por esta razão, se pudesse votar nestas eleições do Corinthians, mesmo com muitas razões para não fazê-lo, apertaria o nº 70 do candidato André Negão.
Pior do que está pode ficar e as eleições da Argentina servem de exemplo vivo para comprovar.
Que André Negão nos surpreenda.
Em não ocorrendo, o Corinthians terá três anos para corrigir os rumos de uma oposição que se apequenou ao ajoelhar-se a um grupo de inqualificáveis.
